26 janeiro, 2006

Trovoadas!

Não sei se terei alguma costela de gaulesa...
Mas a verdade é que tenho pavor que me caia algum raio na cabeça!
Ainda hoje tenho medo das trovoadas!Não, não é respeito...como muita gente diz!
Apanhámos algumas tempestades em pleno Agosto, quando acampados na zona dos Pirinéus e Alpes suiços e austríacos.
Era matemático o meu procedimento relativamente às trovoadas: punha todos fora da tenda, enfiávamo-nos dentro do carro, até a dita passar...
Já se estão a rir, a imaginar a cena...!!! Abafados, sem abrir as janelas...
Eu explico a razão deste traumazito...
O meu pai, electricista de profissão, procedia a certos cuidados quando rebentavam as enormes trovoadas em África, vindas de todos os lados:
- tirava a aliança do dedo
- desligava o quadro eléctrico
- fechava as cortinas e estores
- ficava ainda mais branco...de tensão nervosa....
- ninguém se podia rir....
Quando resolveu colocar um pára-raios, não o pôs na casa, mas sim no poste dos correios, em frente!!!
Todo este receio passou para mim e então fazia o seguinte:
- o quadro era desligado
- ia acordar as miúdas e sentávamo-nos as três no chão do corredor ( o local mais interior da casa)...até passar!!!
Conclusão:
Precisamos ter muita atenção às nossas reacções como adultos.
Serão inconscientemente imitadas pelos nossos filhos....!!!!!

9 comentários:

Tat Wam Asi disse...

O importanta mesmo é respeitar a natureza..

Bitta disse...

Uma grande parte de nós é o reflexo dos nossos pais, assim como os nossos filhos nos refletem em tantos gestos... consciente ou inconscientes!

Eu falo por experiência!
Um bjinho

Era uma vez um Girassol disse...

Tat wam asi, agradeço a tua visita.
Como não respeitar a Mãe Natureza?
É Mãe mesmo...
Vou espreitar o teu blog!
Um abraço

paper life disse...

E eu que adoro trovoadas.

Mesmo doida, né?

:) bjs

Bazuca disse...

as tuas trovoadas fazem-me lembrar uma estoria que o meu Pai contava, quando se ouvia o metralhar dos trovões em Afrika:O Alberto de Sousa Araújo foi dos maiores caçadores de Moçambique, dono do acampamento Kaga,n,tole que eu ainda visitei em pequenina e me lembro muito bem, uma bela palafita. Bem, ele e o o meu Pai eram muito amigos e por vezes viviam na mesma cidade. Valente como o Araujo era, bufalos, leoes, elefantes, de nada tinha medo...quando trovejava enfiava-se debaixo da cama embrulhado num cobertor de papa, sem olhar á temperatura, a tremer e só de lá saia quando o trovão se afastava... como vês é tudo uma questão de respeito pela Mae Natureza...
bjinho

Girassol disse...

Safa !!!!
Admiro a tua coragem, isso sim!
Bjinho

Girassol disse...

Ai, Bazuca, desta não me curo!
Bjinho

Anónimo disse...

Trovoadas e Queimadas.Cada um à sua maneira Espectaculares,únicos e inesquecíveis.Só mesmo em Àfrica.Tenho saudades dos 2, confesso.
Parabéns Girassol. Continuo a gostar.
Bjokas

Arabeca disse...

Não era para sair "anonymous" mas a ..."nabice"...foi o que conseguiu...rrrssssss