01 junho, 2016

Voltar a África 3


Waterfront, Cape Town...

Uma tarde fantástica passeando no porto: artesanato, roda gigante, lanche para descansar as perninhas e animação de rua com música africana. Depois, jantar no shopping e muita conversa a pôr em dia.

 Table Mountain
Vista do porto
Vista da roda gigante
Barco para passeios no porto
Escultura na areia

30 maio, 2016

Voltar a África 2


Era a minha bonequinha, uma bebé adorável...
Eu tinha 15 anos quando ela nasceu, a minha irmã mais nova!
Ajudei a criá-la, com todo o amor e brincadeiras.
A vida afastou-nos resultado da "descolonização exemplar"; as dificuldades financeiras de um e outro lado não permitiram viagens durante muitos anos.
A última vez que a vi tinha apenas 19 anos, era uma jovenzinha. Hoje, com 52, está uma mulher linda, realizada, feliz.
Descobrimos que temos gostos parecidos, recordamos todos os dias os belos tempos passados em Moçambique, conversamos imenso, estreitamos a nossa ligação mais ainda.
Eu sabia que tinha de vir agora.
Foi a altura certa e estou muito feliz por isso.

Voltar a África 1

Cape Town

Mais uma vez em África...
Agora em Cape Town, para estar com a família, de há longos anos separada.
Tempo de enorme emoção e grande alegria.

26 janeiro, 2016

A nossa casa....


De malas na mão...


Partir e chegar...
Faz parte da minha vida...
Agora...
Mas é sempre muito difícil!

22 janeiro, 2016

Voltar a Macau 17

Sampana com pescadores (miniatura em mármore)

Quando da visita a uma das Marble Mountains (Vietname) para ver os templos budistas, pagodes e grutas, fiquei petrificada quando me apercebi da quantidade de degraus altos e escorregadios que tinha de subir....
Com os pés ainda não refeitos duma enorme queda dada há cerca de dois anos num castelo medieval em França, não me arrisco demasiado em subidas e descidas. 
Mas com a insistência e ajuda da minha filha lá fui subindo até ao primeiro templo....
Eles continuaram e desci por elevador, que afinal estava a funcionar.
Ao chegar ao jeep, entretive-me a ver os objectos de mármore duma das muitas tendinhas de artesanato no sopé da montanha. Acabei por escolher a miniatura da imagem acima, dum mármore de várias cores, muito bonita.
Entretanto recomeçou a chover e abriguei-me de pé num telheiro.
A dona da tendinha chamou-me: arranjou-me uma cadeira, colocou um jornal no assento e disse-me para me sentar junto dela. Estava a bordar um pano a meio ponto duma paisagem muito bonita e  conversámos (inglês) durante algum tempo. 
Perguntei-lhe se tinha leões chineses...
Combinámos o preço, comprei-os, de mármore branco.


Entretanto chegaram os meus companheiros de passeio, cansadinhos de andar monte acima e monte abaixo; o meu marido ainda mostrou desejo de comprar um Buda e assim aconteceu!


Admirei muito este gesto de gentileza... 
Apercebi-me como o povo vietnamita é simpático e delicado.
O trânsito é um verdadeiro caos...
Não existem prioridades...

T-shirt da Gingko com esta inscrição:
Vietnam traffic lights laws
Green - I can go
Yellow - I can go
Red - I still can go

Ouve-se toda a gente a buzinar, mas apenas para avisarem que estão ali!!!!! Não há gritos, nem zangas, conseguem entender-se naquela confusão....
Atravessar as ruas é um verdadeiro acto de coragem...
Mas gostei principalmente dos sorrisos..
Muitos sorrisos de olhos brilhantes.

19 janeiro, 2016

Voltar a Macau 16

Continuando a aventura no Vietname...



Depois subimos mais uma montanha por uma estrada "Hai Van Pass" que atravessa o país de norte a sul.No topo encontram-se bunkers do tempo dos franceses (1950) e dos americanos (1960)...


Atravessámos um túnel de 6 km, "Hai Van Tunnel" e percorremos estradas ladeadas por campos de arroz, entre as montanhas e o mar.


Búfalo de água

Com 3 pancadinhas certeiras, divide em ladrilhos a peça de xisto  

Metemos por aldeias onde vimos oficinas de "partir pedra", quase porta com porta, para obtenção de diversos tipos de ladrilhos e telhas de xisto. 
O nosso guia de vez em quando parava, distribuía chupa-chupas pelas crianças, que vinham a correr apanhá-los...
E chegámos ao fim deste dia muito movimentado e molhado, salvos e felizes, principalmente por mais uma vez juntos vivermos momentos algo emocionantes!

Voltar a Macau 15


Monkey Mountain ao lado de Da Nang

Rumámos depois para a Monkey Mountain, onde supostamente deveríamos ver macacos saltitando por lá...
Em vez disso, com tanta chuva, os macacos deviam estar a rir-se de nos ver naquela triste figura....tipo macacos pingados!!!!! 
Ainda vimos uma meia dúzia, muito fugidios e dos mais vulgares...
Nesta montanha existe uma espécie de macacos (langures), os douc-de-canelas-vermelhas, apenas uns 170 exemplares, que se encontram em extinção. 
Nem as vistas pudemos apreciar por causa do nevoeiro cerrado!!

Panorâmica do cimo da montanha (foto da net)

Voltámos a Da Nang onde almoçámos no restaurante preferido do nosso guia, uns crepes finissimos de arroz, recheados com legumes, carne, camarão, omeletas, ervinhas, molhos, que íamos escolhendo à nossa vontade....


Confecção das omeletas no restaurante

Gostámos, uma comidinha bem típica, leve e diferente, que aqueceu os nossos estômagos num intervalo desta pequena viagem!!!

Voltar a Macau 14

Seguiu-se uma visita a uma fabriqueta artesanal de construção de barcos de pesca redondos, típicos no Vietname.


Um senhor de 75 anos a rachar uma cana de bambú com uma catana para obtenção de tiras finas e flexíveis que depois de colocam ao sol a secar
Entrançado feito com as tiras de bambú
Aplicação de bosta de búfalo para impermeabilizar o barco
Barcos típicos de pesca redondos (foto da net)

E aqui está o modo como estes pescadores os conseguem manobrar.....
(da net)


Voltar a Macau 13

Aventura...
Desta vez a minha filha esmerou-se e organizou o impensável : um dia de passeio por vários locais interessantes de jeep perto de Da Nang...
Marble mountains, Monkey Mountain, Hai Van Pass.
Mas nunca imaginámos o que nos sucedeu...

Um jeep russo, de mil novecentos e troca o passo, completamente descapotável ( sem capota mesmo), guiado por um americano, em dia de bastante chuva....
Foi uma experiência rica, muito molhada, extremamente radical, divertida e diria mesmo inesquecível...!!!!!
Visita às Marble Mountains, com belos templos budistas e pagodes....








18 janeiro, 2016

Voltar a Macau 12

Dado o gosto que tenho em viajar, surgiu a possibilidade de dar um saltinho ao Vietname, sonho antigo ainda não realizado.
E depois das festas lá fomos, tempo mais calmo para os negócios dos filhos.
A viagem era curta, apenas 1 hora e 45 m, voo directo Macau-Da Nang (ou Danang), que fica na parte central, junto à costa, dirigindo-nos depois de carro para Hoi An, onde ficámos durante a nossa estadia.



Hoi An, património mundial da UNESCO, é uma cidade medieval, com cerca de 120000 habitantes, cujo nome significa “lugar de encontro pacífico”.
A cidade velha é linda, muito bem preservada, onde só circulam pessoas, bicicletas e riquexós. 
Percorrêmo-la todos os dias, encantados com as suas lojinhas, cafés e restaurantes, de paredes ocre e madeiras escuras, na sua maior parte decoradas com gosto.

 (Foto da net)

De noite tem uma luz especial, com as pequenas esplanadas repletas de turistas, saboreando as diversas iguarias locais ou simplesmente bebericando um café ou outra bebida.

(Foto da net)



Mas foi num resort junto ao mar que passámos também momentos muito agradáveis em família, bem relaxantes!


22 dezembro, 2015

Voltar a nascer...


O coração  é como a árvore - onde quiser volta a nascer.

(Adaptação de um provérbio moçambicano)
Em "O Fio das Missangas" - Mia Couto

18 dezembro, 2015

Agora....

The Releasing Of Sorrows-Paul Bond


Somos credores dos valores pelos quais sonhámos...
Temos o direito de ser felizes...
Acredito que podemos ter tudo aquilo a que temos direito
Agora...

17 dezembro, 2015

Voltar a Macau 11


Casa pintada com girassois - Macau ( net) 


com dedos charrua
escreverás o poema
com mãos de girassol
inventarás o poente
aos sulcos ressequidos
lançarás a semente

Alberto Estima de Oliveira

Natural de Lisboa, onde nasceu em 1934, Estima de Oliveira esteve quase toda a sua vida fora de Portugal, já que aos 23 anos, em 1957, partiu para Angola, onde permaneceu durante cerca de 18 anos. Ao fim de uma pausa de dois anos em Portugal seguiu de novo para África, desta vez para a Guiné-Bissau. Chegou a Macau entre 1982 e 2004 ano em que regressou a Portugal. Mesmo já com residência fixa em Lisboa, Estima de Oliveira visitava Macau pelo menos uma vez por ano, tendo estado na cidade pela última vez em Dezembro de 2007.


Dedicado à poesia desde muito novo, Estima de Oliveira publicou várias obras em Macau, como "Infraestruturas", em 1987, "Rosto", em 1990, "O corpo (con)sentido", em 1993, "Esqueleto do Tempo" em 1995, "O Sentir", em 1996, e "Diálogo do Silêncio", em 1988. 
Da sua vasta obra fazem ainda parte livros como Vector II, Vector III, Kuzuela III – 1.ª Antologia de Poesia Africana de Espressão Portuguesa e Tempo de Angústia (Angola, 1972). Algumas das suas obras foram traduzidas e publicadas em chinês. Foi agraciado pelo Governo de Macau com a Medalha de Mérito Cultural.

Voltar a Macau 10


16 dezembro, 2015