23 maio, 2008
60....Já cheguei!!!!!!
Por ter chegado aqui conhecendo o amor, a paz, a alegria, a cumplicidade, a maternidade, a ternura de ser avó...
Pelos amigos, pela amizade e atenção que me dedicam....
Pela descoberta da Blogosfera, da minha Tribo de Girassóis, dos amigos virtuais que vão passando, comentando, deixando o seu carinho em palavras, abraços e beijinhos ...
Aqui há festa!
Um bolo...
.... e beijinhos para vós!
17 maio, 2008
O pão nosso de cada dia…
….começa a faltar…..
Podem dizer que os tempos estão melhores, que há mais fartura, que não há fome….
Mas…
Vivo nesta aldeia há 27 anos e não me lembro de desaparecer o pão que a padeira costuma pendurar na grade do muro todos os dias, com excepção de domingos e feriados.
Há cerca de 15 dias a saca do pão começou a sumir…
Não, não fico zangada, antes pelo contrário, fico triste.
Porque é sinal dos tempos, que afinal estão cada vez piores para muitos portugueses.
À excepção dos políticos, claro!
Já fui assaltada duas vezes, por jovens menores de idade, que roubaram e voltaram para as suas casas sem lhes acontecer nada, mesmo depois de ser apanhados pelos vizinhos e entregues às autoridades.
Dessa vez fiquei danada….
Mas da primeira vez que tive apenas uma tentativa de roubo, estava sozinha com as duas crianças, na ausência do pai vários meses no estrangeiro.
Partiram o vidro da janela e da porta de trás, sem conseguir entrar em casa, talvez por se terem apercebido da proximidade de gente a trabalhar as terras.
Lembro-me ter pensado que decerto voltariam a tentar...
Então deixei-lhes um recado em verso, que rezava assim:
Porquê tanto desatino,
Que vieram procurar?
Aqui não há o que querem,
É melhor porem-se a andar…
Já me partiram os vidros,
Já deram um trabalhão,
Vá, meninos, juizinho,
Não sejam malandros, não!
A juventude pra mim
É coisa boa que passa…
Porque não aproveitar
Fazerem coisas com graça?
Nesta casa encontrareis
Coisas feitas com amor,
Livros, música, alegria…
Tudo afinal sem valor!
Esperança tenho nos jovens,
Homens amanhã serão!
Porque não começar já
Vida Nova, pois então?
Junho 86
12 maio, 2008
Pela Europa fora IV
O rio Mosela separa dois países em paz : Alemanha e Luxemburgo. Nesta ponte já não passam carros de combate, tanques, material bélico diverso, homens armados inimigos...
Livremente se circula nos dois sentidos, numa Europa aberta, sem fronteiras.
É uma região vinhateira por excelência!
Esta estátua do Deus Baco, rodando sempre, mostra o dinamismo e â força dos produtores que trabalharam e venceram para impor o vinho da região, conhecido em todo o mundo.
08 maio, 2008
Pela Europa fora III
Verdes prados floridos, parques de campismo ao longo do rio com belos chalets de madeira para alugar, cavalos pastando erva fresca ou buscando a sombra duma ponte....
Um bonito passeio pela Ardenas luxemburguesas, percorrendo estradas pouco movimentadas com o volante nas minhas mãos...
03 maio, 2008
Pela Europa fora II
Percorrer o Vale dos Sete Castelos, muitos deles já nem existem.
Parámos para apreciar a paisagem, junto a esta quinta onde pastavam serenamente esta bela vaca das Ardenas e uns burros...
Burros no Lux???? Será que também emigraram? A verdade é que já ouvi dizer que estão em extinção em Portugal....
Uma pose da beleza arruçada peluda para a girassol!
Este simpático veio até à cerca conversar comigo...e não o achei nada burro!!!!
O castelo de Vianden, uma pequena vila junto ao rio Ur, muito turística, por onde passa o Caminho de Santiago.E onde há canteiros de pedra com flores delicadas, crepes com muitos sabores e strudel de maçã, delícias que não deixámos de provar!!!!!
27 abril, 2008
Pela Europa fora I
Ainda com mais razão quando os netos aparecem e com eles queremos passar o tempo possível, o que sobra quando ainda a reforma não é atingida, quando não nos podemos libertar.
Aproveitando um fim de semana longo, fiz um intervalo e fui até ao Lux.
Porto-Frankfurt, voos mais baratos, 2 horas.
Frankfurt-Luxemburgo, autocarro confortável, mais 2 horas.
Mas o que mais me espantou foi o tamanho da barriguinha da filhota, onde o neto se espreguiça incomodando a mãe, o pai faz festinhas e o nosso olhar se prende, numa surpresa constante, como se se tratasse de um milagre.
19 abril, 2008
Pelo campo fora I
Depois de muito perguntar pela localidade e rua pretendidas, lá conseguimos chegar ao destino: uma aldeia onde parecia que todos os habitantes estavam ausentes….
Casas fechadas, ninguém na rua. Passaram alguns carros apenas.
Por fim, depois de muito bater à porta e ninguém atender, já convencidas que não conseguíamos “levar a carta a Garcia”, avistámos a descer a rua, de bicicleta, um homem de idade avançada. Surgiu como única esperança de resolver o nosso problema e pedimos-lhe ajuda.
- Bom dia, queríamos falar com o senhor fulano de tal que mora nesta casa…
Sabe onde podemos encontrá-lo?
- Esse senhor já não mora aí. Foi viver com a filha, para casa do regedor da freguesia.
- E como se chama o regedor?
- É o Manuel dos Pirolitos!
Desatámos a rir e ele, vendo a situação, riu-se também.
E explicou:
- É que ele era sócio de uma fábrica de gasosas (pirolitos) e ficou assim conhecido!!!!
Mais uma vez nos rimos…
Entretanto caiu uma bátega de água, abrigámo-nos na soleira da porta.
Despedimo-nos, depois de nos ter explicado onde ficava a casa do regedor, ou seja, presidente da junta de freguesia.
Um sorriso rasgado gravado na minha mente…
Um sentido de humor soando a brisa suave em tempo primaveril.
Ainda existem pessoas assim.
No campo.







