07 janeiro, 2008

Descobrir Macau VI



Lendas esgueiram-se da memória

Antes que te encontre no meu sonho

Por fim vejo-te, grácil, caminhando
Pelos bosques eternamente verdes

Como a difusa neblina alastra
Na orla da tua saia dançam alces

Teu claro olhar é tão profundo
Que alberga o meu céu inteiro

Lua Cativa na Fonte - Poemas de Gao Ge

(traduzido para o português por Fernanda Dias, com o apoio da estudiosa em literatura chinesa Stella Yee)


Biografia Sumária do Poeta Gao Ge

Gao Ge, poeta de Macau, nasceu em 1940, em Fujian. O seu nome oficial é Huang Xiaofeng. É licenciado em letras pela Universidade de Xiamen. Fez o Mestrado em Educação na Universidade de Wuhan e o Doutoramento em História na Universidade de Jinan. Reside em Macau desde os anos setenta, o­nde se tem dedicado ao ensino da História da Arte.Tem vasta obra poética e didáctica publicada em língua chinesa, e desenvolveu actividade editorial nas seguintes publicações:

Editor da página de letras do Jornal Hua Qiao Editor da Revista de Cultura de Macau desde 1980Membro fundador da Associação de Escritores de MacauPresidente da Associação de Poesia "Maio".Actualmente, ensina "História da Cultura de Macau"e "História Universal da Arte" no Instituto Politécnico de Macau.


9 comentários:

Maria disse...

É uma forma de nos mostrares "outra" Macau....
... e nos dares a conhecer um bonito poema.

Beijinhos

hfm disse...

Obrigada por esta partilha.

APO (Bem-Trapilho) disse...

bonito poema! e parabéns pelo nome do blog. Girassol a minha flor de eleição! :)
bjinhos

poetaeusou . . . disse...

*
que perdure
a língua portuguesa em macau,
,
conchinhas
*

Girassol disse...

Aproveito para te desejar um ano de 2008 iluminado e cheio de sorrisos!

Informo que provavelmente mudarei de casa. O Girassol continua "no ar", mas deixo o endereço do novo refúgio:

www.vivovermelho.blogspot.com

Beijos.

Mocho-Real disse...

Muito bonita esta série de fotografias de Macau, terra que não conheço, assim como o poema.

Um abraço e Um Bom Ano!

Jorge G

Teresa Durães disse...

não conhecia...

beijos

Clavis disse...

“A comunidade a que o propomos é o Povo não realizado que actualmente habita Portugal, a Guiné, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, o Brasil, Angola, Moçambique, Macau, Timor, e vive, como emigrante ou exilado, da Rússia ao Chile, do Canadá à Austrália” – (“Proposição”, in Dispersos, Lisboa, ICALP, 1989, p. 617).

1 – O Movimento Internacional Lusófono é um movimento cultural e cívico que visa mobilizar a sociedade civil para repensar e debater amplamente o sentido e o destino de Portugal e da Comunidade Lusófona.
2 - As nações e os 240 milhões de falantes da Língua Portuguesa em todo o mundo constituem uma comunidade histórico-cultural com uma identidade, vocação e potencialidade singular, a de estabelecer pontes, mediações e diálogos entre os diferentes povos, culturas, civilizações e religiões, promovendo uma cultura da paz, da compreensão, da fraternidade e do universalismo à escala planetária.
3 – Os valores essenciais da cultura lusófona constituem, junto com os valores essenciais de outras culturas, uma alternativa viável à crise do actual ciclo de civilização economicista e tecnocrático, contribuindo, com o seu humanismo universalista e sentido cósmico da vida, para uma urgente mutação da consciência e do comportamento, que torne possível uma outra globalização, a do desenvolvimento das superiores possibilidades humanas e da harmonia ecológica, possibilitando a utilização positiva dos actuais recursos materiais e científico-tecnológicos.
4 – As pátrias e os cidadãos lusófonos devem cultivar esta consciência da sua vocação, aproximar-se e assumir-se como uma comunidade fraterna, uma frátria, aberta a todo o mundo. A comunidade lusófona deve assumir-se como uma comunidade alternativa mundial – uma pátria-mátria-frátria do espírito, a “ideia a difundir pelo mundo” de que falou Agostinho da Silva – que veicule ideias, valores e práticas tão universais e benéficas que todos os cidadãos do mundo nelas se possam reconhecer, independentemente das suas nacionalidades, línguas, culturas, religiões e ideologias. A comunidade lusófona deve assumir-se sempre na primeira linha da expansão da consciência, da luta por uma sociedade mais justa, da defesa dos valores humanos fundamentais e das causas humanitárias, da sensibilização da comunidade internacional para todas as formas de violação dos direitos humanos e dos seres vivos e do apoio concreto a todas as populações em dificuldades. Para que isso seja possível, cada nação lusófona deve começar por ser exemplo desses valores.
5 – A identidade e vocação histórico-cultural da comunidade lusófona terá expressão natural na União Lusófona, a qual, pelo aprofundamento das potencialidades da actual Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, constituirá uma força alternativa mundial, a nível cultural, social, político e económico. Sem afectar a soberania dos estados e regiões nela incluídos, mas antes reforçando-a, a União Lusófona será um espaço privilegiado de interacção e solidariedade entre eles que potenciará também a afirmação de cada um nas respectivas áreas de influência e no mundo. Ou seja, no contexto da União Lusófona, a Galiza e Portugal aumentarão a sua influência ibérica e europeia, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné, Angola e Moçambique, a sua influência africana, o Brasil a sua influência no continente americano e Timor a sua influência asiática, sendo ao mesmo tempo acrescida a presença de cada um nas áreas de influência dos demais e no mundo. Sem esquecer Goa, Damão, Diu, Macau, todos os lugares onde se fale Português e onde a nossa diáspora esteja presente, os quais, embora integrados noutros estados, serão núcleos de irradiação cultural da União Lusófona.
6 - No que respeita a Portugal e à Galiza, este projecto será assumido em simultâneo com o estreitamento de relações culturais com as comunidades autónomas de Espanha, promovendo aí a cultura galaico-portuguesa e contrabalançar a influência espanhola em Portugal. O mesmo deve acontecer entre o Brasil e os países da América do Sul. Galiza, Portugal e Brasil, bem como as demais nações de língua portuguesa, devem afirmar sem complexos os valores lusófonos nas suas respectivas áreas de influência.
7 – A construção da União Lusófona, com os seus valores próprios, exige sociedades mais conscientes, livres e justas nos estados e regiões lusófonos. Em cada um desses estados e regiões, cabe às secções locais do Movimento Internacional Lusófono, dentro destes princípios essenciais e em coordenação com as dos restantes estados e regiões, apresentar e divulgar propostas concretas, adequadas a cada situação particular, pelos meios de intervenção cultural, social, cívica e política que forem mais oportunos.

Se quiser aderir a este Movimento ou formar um "Núcleo MIL", envie-nos um mail para novaaguia@gmail.com (http://novaaguia.blogspot.com)

edt disse...

Muito bonito. Vai além de "descobrir" a cidade: é como sentir uma antiga paisagem em forma de poesia...
Abraços!