Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos se não fora
A mágica presença das estrelas!
DAS UTOPIAS, Espelho Mágico - Mario Quintana
Não sei se terei alguma costela de gaulesa...
Resolvi voltar, desta vez para fazer também massagem ao corpo. Fomos as três para um reservado, a minha filha, a minha amiga e eu e preparámo-nos para usufruir de uma horita de relax….Já deitada de bruços na marquesa, vi a massagista que me calhou…O meu pobre coração, começou a bater descompassadamente…
Costuma dizer-se, em Roma, como os romanos, e agora, na China, como os chineses... Resolvi assim experimentar algumas delícias que o Oriente oferece e, levada por uma amiga recente, submeti-me a uma hora de massagens nos pés, também denominada muito cientificamente Reflexologia! Alertada pela minha filha, já experimentada nestas coisas, foi-me dito que não era nada agradável...antes pelo contrário! Teimosa, lá fui, numa tarde de domingo, já que naquela terra trabalha-se muito, dia e noite, aos feriados e domingos!
Na rua, um letreiro com um pé enorme indicava ao que ia. Subi para o 1º andar, depois da minha amiga explicar o que pretendíamos. Em cima, uma sala enorme com cadeirões estofados e banquetas para os pés, numa penumbra. Dois chineses dormiam profundamente, ao mesmo tempo que lhes massajavam os pés com muita paciência.
A massagem acabou por ser agradável, usando o travão cantonês man-man, ou seja devagar, devagarinho, adoçado por uns sorrisos pedindo clemência, lá fui conseguindo que a massagista que me calhara fizesse o seu trabalho sem me magoar...
Fiquei convencida!
Eu não quero enriquecer como os demais
Pensando em tudo o que me apraz comprar;
E não quero só bens materiais
Quando outros mais posso amealhar.
Trincando petiscos preciosos
De risos enchendo serões quentes,
Eu quero os meus amigos ansiosos
Em tornar estes momentos mais frequentes.
Eu quero enriquecer ao dar a mão
Àquele que ao meu lado ma estenda,
Sem nada dar em troca, só um olhar
Que docemente pede que o entenda.
Pois riqueza não há maior que esta,
De dar o coração e receber,
Afeição, ternura manifesta
Que nunca é demais oferecer.