18 janeiro, 2012

Rumo a Angkor9

Depois das visitas aos templos, resolvemos tirar dois dias para descanso e lazer.
O nosso hotel tinha poucos quartos e ficava no meio duma aldeia perto da cidade. Foi carissimo, dada a época alta e não se ter conseguido nada na cidade de Siem Reap. Mas gostei bastante, visto que o tratamento era personalizado, tudo muito calmo e relax. Era propriedade de um casal, ele francês, ela japonesa, que nos trataram muitissimo bem, com muita atenção e elegância sempre. Proporcionaram-nos refeições tradicionais apresentadas com todo o requinte, marcaram-nos passeios, jantares, enfim, todos os nossos desejos foram atendidos com grande profissionalismo.











Amatao Tropical Residence



Deste modo, o facto de termos ficado em pleno meio rural, permitiu apercebermo-nos das condiçoes de vida e costumes desta população.

Resolvemos então dar um passeio a cavalo pelo campo cambojano. Os mais novos e corajosos montaram nos cavalos, os mais velhos foram numa charrete(???) puxada por um belo cavalo branco!

Pelo caminho vimos arrozais verdes e secos, consoante a disponibidade de água, casas modestas de madeira, palha e zinco sobre estacas por causa das inundações, com suas pequenas hortas, gado zebu, búfalos de água.









































Houve um passeio de motoquatro (quad) que não incluiu a minha pessoa, já um pouco dorida das cruzes. Os mais afoitos gostaram imenso, tendo ainda visitado um orfanato dos vários que existiam naquela região, deixando uma oferta sugerida pelo monitor das motas: um saco de 50 kgs de arroz, porque o dinheiro, dizia ele, não se sabia o verdadeiro destino...









Enfim, o Camboja é uma experiência que merece ser vivida: as pessoas são simpáticas e educadas, o turismo está muito desenvolvido. Ficámos admirados!


Depois de tanto sofrimento resultante de guerras e o regime carniceiro de Pol Pot, este povo, embora pobre, vive sem fome, alegre, bem disposto. São rijos, não há dúvida, com grande capacidade de resistir aos maus momentos.


Fica-me na memória os seus sorrisos, principalmente das crianças...Que na nossa passagem de tuk-tuk ou charrete nos gritavam, acenando: hello, hello!!!!!


Vivem agora uma paz que espero seja duradoura, como merecem!

16 janeiro, 2012

Rumo a Angkor8

Decidimos visitar mais um templo, Beng Mealea, situado a cerca de 77 km da cidade de Siem Reap e a cerca de 40 km do complexo arquitectónico de Angkor.
Foi construído no início do sé.XII pelo Rei Suvavarman II, tendo servido de protótipo para o Angkor Wat. Encontra-se em ruínas, invadido pela selva.
É uma sensação interessante visitá-lo nestas condições, porque se sente talvez algo semelhante ao que os primeiros exploradores sentiram quando o encontraram.




Beng Mealea



Lago de lótus e nenúfares

Naga







Ode to Beng Mealea
by
Willard Van De Bogart




Beng Mealea, Beng Mealea, home of Shiva

Submerged in a sea of green

Beng Mealea, Beng Mealea, keeper of the heart

Shiva's devotees swirling in between

Birds call out in the trees

Flowers lost in rivers of vines

Smothered by voracious roots

Shadows follow the creeping sun

Beneath the jungle cover

In the dark galleries abound

Songs of Beng Mealea

Only the Neak Ta are around

Beng Mealea, Beng Mealea so still and dark

Sun passing over fallen walls

Tranquil moss covered courtyards

Only enough space to crawl


Dark blue millennium corridors

Damp with hundreds of rains

These corridors of long ago

Sastras in gold and stories told

Now the forest watches in wonder

Learning the secrets cast away

Crossroads to Wat Phu and Preah Vihear

Kings deliberate their ancient ways

Beng Mealea, Beng Mealea, with gods on high

Shiva spoke to these kings of old

Told them of the sacred ways

Told them of the mountains far away


Shadows bending into darkness

Dancing apsaras on lotus ponds

Towers looming in Kingly minds

Beng Mealea, Beng Mealea, a glory gone




Nota: Beng Mealea = Lotus pond (khmer language)

15 janeiro, 2012

Rumo a Angkor7

Após a visita dos templos programada para o dia, pedimos ao motorista da nossa carrinha, que falava um pouco de inglês, que nos levasse ao sítio onde se podia andar de elefante. Largou-nos então em frente do Terraço dos Elefantes, ainda dentro de Angkor Thom. Desta vez não tirei fotos, mas encontrei um vídeo na net que mostra o local...





Finalizado o passeio, lá nos fizémos compreender, gesticulando energicamente!!!! A subida dos elefantes ao templo Phnom Bakheng só se faz das 3 às 4 e meia da tarde e estava em cima da hora.
Conseguimos chegar a tempo e subir a colina de elefante.
Digo-vos, não é nada cómodo. A cadeirinha balança imenso, o caminho é estreito, por vezes cruzam-se dois, um a subir outro a descer...Não tornava a repetir, ao olhar para as patas do bicho mesmo a rasar a berma da escarpa!






Angkor Wat ao longe


A ideia de subir ao monte é ver o nascer ou pôr do sol, mas quando lá chegámos estava uma fila enorme de gente à espera de subir para o templo. Só podem ficar um certo número de pessoas durante 20 minutos e muitas vezes o evento escapa-se!!!!! Desistimos.
A descida foi feita a pé, pelo mesmo caminho, sendo agradável e fácil.
Seguiu-se, após um dia de calor e visitas, uma grande taça de gelado, bem merecida!

13 janeiro, 2012

Rumo a Angkor6

Angkor Thom, com uma área de cerca de 9 km2, era a capital do império khmer.

No centro fica Bayon, um tempo majestoso, construído nos anos 1181-1219, com esculturas mostrando faces gigantescas, grande número de níveis de torres, esculturas espalhadas pelas paredes, apsaras(dançarinas míticas).

A maioria das torres é esculpida com cabeças de quatro faces, cada uma apontando para um ponto cardeal, mas algumas têm duas ou três faces.
As 216 faces encontradas nas torres do templo e nas estátuas do Rei Jayavarman VII, levaram os pesquisadores à conclusão de que essas faces são representações do mesmo.











Bayon


Angkor Thom foi a capital khmer, construída por Jayavarman VII entre os séculos XIII e XIV.Seu nome atual Angkor Thom significa, traduzido da língua khmer, Grande Capital. Porém na época de sua construção era conhecida como Jayashri, que traduzido do sânscrito significa Afortunado pela Vitória. No centro geográfico da cidade se localizava o Templo de Bayon.[1]

(Origem: Wikipédia)



12 janeiro, 2012

Rumo a Angkor5

Ainda fazendo parte dos templos de Angkor, mas situado no sopé do monte Phnom Dei, a cerca de 25 km do conjunto central de templos, fica a jóia da arte khmer, Banteay Srei.

















Banteay Srei


Pequeno em área, construído em arenito rosa, mas com detalhes maravilhosos, foi começado no ano 967 AD, dedicado ao deus Hindu, Shiva.

Banteay Srei or Banteay Srey (Khmer: ប្រាសាទបន្ទាយស្រី) is a 10th century Cambodian temple dedicated to the Hindu god Shiva. Located in the area of Angkor in Cambodia. It lies near the hill of Phnom Dei, 25 km (16 mi) north-east of the main group of temples that once belonged to the medieval capitals of Yasodharapura and Angkor Thom.[1] Banteay Srei is built largely of red sandstone, a medium that lends itself to the elaborate decorative wall carvings which are still observable today. The buildings themselves are miniature in scale, unusually so when measured by the standards of Angkorian construction. These factors have made the temple extremely popular with tourists, and have led to its being widely praised as a "precious gem", or the "jewel of Khmer art."[2]
(en.wikipedia.org/wiki/Banteay_Srei)