Seis da tarde, calor e algum vento. Rumámos à marina, com uma lancheira contendo fruta, iogurtes e sumos. Canas de pesca, engodo, galricho.
E muita vontade de passar um bom bocado de fim de tarde na Ria.
E assim aconteceu.
Asssentámos ferro perto de São Jacinto, o pescador sacou logo dos instrumentos para a pesca e começou a faina…
Refilava, a água era pouco profunda, o barco não estava aprumado ao vento, etc, etc…
Eu sentei-me a apanhar os últimos raios de sol e a ler uma revista. Resolvi não tomar uma banhoca, já estava frio para isso…Mas quando está calor, apetece! Ponho o colete porque não sei nadar quase nada e regalo-me a exercitar pernas e braços…
Daí a pouco, começou a dar carapauzinho e eu peguei na cana para experimentar…
E lá vieram eles…Umas vezes um, outras vezes dois de cada vez…
O pescador ficou admirado e não tinha mãos a medir, pois tinha de tirar os peixitos dos meus anzóis, isso não faço!!!! Mal pegava na cana de pesca dele, tinha de vir socorrer-me…E assim continuou a faina, umas vezes interrompida porque os malandrecos ou iam dar uma curva ou fugiam dos outros peixes (robalos..)!!!
Quando demos por terminada a pescaria, já lusco-fusco, verificou-se que o galricho onde se guardaram os peixes estava furado…Muitos fugiram, sorte deles…
Mesmo assim apanhámos 67 jaquinzinhos!!!!
A Ria estava belíssima em fim de tarde. Um pôr-do-sol maravilhoso e depois uma sintonia em azul, reflectindo calma, serenidade.
Há dias…que mais parecem noites…
Mas há outros que nos enchem completamente de luz!
Ao Mixtu dedico este post, pelo seu interesse pela pesca, pelo seu gosto pela poesia e haikais em particular, pelo seu carinho!


















































